Consumerização, BYOD e MDM: Indo além da sopa de letrinhas da mobilidade

CONSUMERIZAÇÃO E BYOD. Nos últimos meses esses talvez tenham sido os assuntos mais discutidos em todas as esferas corporativas da TI.

Se você ainda está se confundindo na sopa de letrinhas tenha calma, é fácil entender: Consumerização é a tendência que tecnologias desenvolvidas com foco no mercado consumidor adentrem a esfera corporativa como, por exemplo, smartphones e tablets. O BYOD (do inglês Bring Your Own Device) é a prática de se permitir o uso de dispositivos pessoais para trabalhar com informações da empresa.

 Ni! Peng! Neee-Won!
BYOD – O novo Santo Graal da tecnologia.

Da forma como o BYOD foi vendido é fácil compreender por que ele é visto como o Santo Graal da tecnologia: Empregados ficam mais felizes e produtivos com a flexibilidade e mobilidade de trabalhar no mesmo dispositivo em que jogam Candy Crush. Já a empresa economiza por não ter mais de investir na compra daqueles equipamentos obsoletos como notebooks e desktops.

Claro, em um mundo perfeito tudo seria ótmo! Entretanto, de volta a nossa realidade a ideia prover mobilidade e deixar que os usuários definam quais controles de segurança irão adotar é a receita perfeita para deixar qualquer CISO de cabelos em pé!

Sim, estou de cabelos em pé!
Sim, estou de cabelos em pé!

Somando as preocupações básicas como riscos legais, perda ou vazamento de informação, a falta de controle sobre aplicativos móveis, o número de malwares e a dificuldade de prover serviços e suportar a exponencialmente crescente variedade de dispositivos e sistemas operacionais fica claro o porquê do namoro com o BYOD não virar casamento.

Então podemos dizer que o uso de dispositivo pessoais no trabalho foi um fracasso estratégico? Nem tanto.

É preciso entender que essa questão vai muito além da tecnologia em si. Muitas organizações fazem uso do BYOD como estratégia de marketing, o que faz bastante quando vemos o perfil da nova geração de trabalhadores e estudantes recém graduados – que já nasceram em um mundo amplamente tecnológico e chegam ao ponto de afirmar que aceitariam ganhar menos se pudessem escolher com que dispositivo querem trabalhar e acessar redes sociais a qualquer momento.

É preciso compreender e saber absorver essa mudança do comportamento das pessoas no ambiente corporativo. Simplesmente fechar os olhos e achar que essa tendência vai passar é como usar um guarda-chuva para se proteger de uma bigorna. Só uma dica: Vai doer!

Só uma dica: Vai doer!
Só uma dica: Vai doer!

É nesse cenário que entram as tecnologias de gestão de dispositivos móveis (MDM –Mobile Device Management). De acordo com pesquisas da Gartner 65% das empresas devem adotar algum tipo de MDM até 2017.

A ideia com o MDM é separar dispositivos móveis em categorias: os fornecidos pela empresa, os aceitáveis e os não suportados. Desta forma, usuários passam a otimizar a tecnologia de acordo com suas necessidades e regras claramente definidas pelo negócio. Mas, como sempre, simplesmente acrescentar mais uma caixa no ambiente corporativo não é o suficiente.

Muito além da tecnologia, uma gestão efetiva e segura de dispositivos móveis deve começar com o estabelecimento de uma política forte servindo tanto para regular o que é permitido e proibido quanto como uma blindagem legal.

Obviamente, ter um inventário de todos os dispositivos móveis é essencial, pois não da para controlar e aplicar regras de segurança aquilo que sequer sabemos existir.

 

Ta.... ELE consegue impedir sim!
Ta…. ELE consegue impedir sim!

Por último e não menos importante o treinamento e a conscientização dos usuários é essencial para evitar erros, mau uso e qualquer dor de cabeça posterior. Claro, nesse momento sempre vão surgir os engraçadinhos que não aceitam a política de mobilidade da companhia. Bem, colaboradores da categoria Varelse podem continuar usando equipamentos modernos como um Motorola DynaTAC 8000X.