Sequestro real tem resgate pedido em criptomoeda: Quais as consequências?

O ‘sequestro digital’, feito através dos códigos maliciosos conhecidos como ransomwares, já é algo assustador, especialmente para quem passou pela situação e não tinha backup. Mas nada, absolutamente nada, se compara a um sequestro real.

No caso dos ransomwares, o padrão dos cibercriminosos é exigir resgate através de alguma criptomoeda como, por exemplo, o BitCoin. Bem, agora temos um caso onde sequestradores ‘convencionais’ fizeram uma exigência similar: O equivalente a R$ 115 milhões para libertar a esposa do empresário Rocelo Lopes, dono da CoinBr, a maior empresa de comercialização de criptomoedas da América Latina.

“Nós não ‘quer’ reais, não. Nós ‘quer’ nas criptomoedas, entendeu?” na gravação liberada pela polícia os criminosos não deixam dúvidas: sabem exatamente o que querem.

O resgate, que foi negociado até o valor de R$ 5 milhões, deveria ser pago em Zcash e Monero, que diferentemente do BitCoin, não permitem visualização dos endereços (Envio/beneficiário) e o valor de todas as transações no BlockChain. Ou seja, nesse cenário assustador os sequestradores não têm exposição nenhuma na hora de receber o dinheiro, que dificilmente poderia ser rastreado.

O ponto positivo é que no último sábado (29/04/2017), a investigação criminal, que contou com policiais especialistas em cibersegurança, conseguiu identificar o cativeiro e libertar a vítima, antes do resgate ser pago. A suspeita é que uma facção criminosa esteja envolvida, há indícios de mais de 20 participantes, mas a única pessoa foi presa alega que foi contratado ‘apenas’ para vigiar o local.

(Imagem: RBS TV)

Gostaria de acreditar que isso foi um caso isolado, já que a vítima era ligada diretamente a comercialização de criptomoedas, mas com a especialização cada vez maior das facções criminosas, infelizmente não podemos desconsiderar um futuro próximo, onde mais um fantástico avanço tecnológico será desvirtuado a serviço do crime.

Fonte: G1

Comentários

Comentários